quinta-feira, dezembro 18, 2008

Sejamos todos comunistas


Já me chamaram de socialista, comunista, anarquista, petista ( afê)e todos os rótulos à esquerda pelos mais diversos motivos. Por em meio a um ambiente de competitividade angustiante defender algumas coisas para todos, como plantões e estágios, mesmo que isso não faça a menor diferença na luta de classes. Por passar tanto tempo em reuniões por melhorias no curso que não vou usufruir. Por em estando numa universidade pública achar que o ensino na mesma deve ser voltado para as necessidades da população que paga para estarmos aqui e que nunca poderá estar no nosso lugar, em vez de um ensino pautado nas leis de um mercado falido ( vide a crise para ver o que dá se pautar pelo mercado). Por defender uma saúde pública de qualidade, entendendo que saúde não deve ser uma mercadoria, como a vida não deve ser vendida.

Agora a última novidade é ser tachada por comunista, em tom de ofensa, pela devassa que está sendo feita pelo ministério público no nosso curso à procura dos professores fantasmas. Temos no nosso curso mais de 180 professores, cada um contratado para pelo menos 20 horas semanais. Nessa situação, é inadmissível que o internato no HUOL, que muitos defendem com unhas e dentes de maneira acrítica, tenha pérolas de inoperância como o estágio de cirurgia torácica. Lá não se coloca um dreno. Não se vê uma cirurgia. Não se faz um ponto. Não se vê um professor. Não se vê um médico. Nas duas semana que passei nesse estágio, não discuti a conduta com ninguém que tenha um carimbo com um número de CRM (deveria chamar de médico?) uma única vez. E o pior, a paciente que eu acompanhava, passou uma semana sem ter contato com qualquer médico. Como alguém assina a conduta sem ver o paciente? Como tantos estudantes passam por lá e acham normal isso? Aí alguém vem e denuncia isto ao ministério público. Não, não fui eu. Infelizmente, pois adoraria trazer este fato no meu curriculum lates. Mas alguém foi mais rápido e rompeu com o pacto de mediocridade onde estudantes fingem que aprendem, médicos fingem que ensinam, fingem mesmo que atendem, mas os pacientes não fingem que estão doentes.

E de quem é a culpa de tudo isso? Para aqueles que se viram incomodados em sua confortável situação de professores virtuais em consonância com o avanço da informática e do ensino à distância, tudo culpa de um Centro Acadêmico ( do qual nem faço mais parte) e de uma estudante com suas idéias comunistas. Acho injusto com os estudantes que vêm se indignando com esta situação, que externaram isso à reitoria durante avaliação do curso médico, que esse crédito não lhes seja dado também. Já vemos a consciência de que é possível não ser medíocre avançar em nosso meio, apesar das resistências. Também não sabia que indignar-se com a falta de escrúpulos em não assistir um paciente em função para a qual fomos contratados com dinheiro público fosse exclusividade de comunistas. Neste caso, convido a todos, sejamos éticos,lutemos pelo que é comum, sejamos todos COMUNISTAS!

quarta-feira, dezembro 10, 2008

Qualquer semelhança...

"Fiquem tranquilos, só estamos aqui para assegurar uma manifestação pacífica."

terça-feira, dezembro 02, 2008

O Mito da caverna de Hipócrates


Era uma vez uma caverna, onde os médicos viviam aprisionados, presos pelas mãos e pelos pés uns aos outros, numa prática que, posteriormente, evoluiu para o corporativismo.
Os médicos não podiam escapar daqueles grilhões que os seguravam, permanecendo naquela caverna desde o momento em que entraram na universidade até o final da sua vida.
Viviam entretidos por “imagens distorcidas”, “sombras” que eram passadas nas paredes, primeiro por seus professores da universidade; depois, pelas revistas “científicas” e pelos congressos financiados pelas indústrias farmacêuticas. Aprendiam, com elas, o diagnóstico e o tratamento das doenças; mas somente das mais raras, com prevalência de no máximo 1 em 100.000 habitantes, as mais comuns são coisa pra enfermagem...
Como passaram toda a vida presos aos grilhões da caverna, pra esses médicos, medicina é, pura e simplesmente, diagnóstico e tratamento; qualquer outra coisa além disso não é mais medicina. E nem adianta discutir! Suas pupilas entraram numa espécie de “midríase crônica”, tornando doloroso pra eles enxergar qualquer coisa mais luminosa que aquelas sombras.
Um médico, no entanto, angustiado por sentir lá no fundo que medicina não era aquilo, percebeu os grilhões que o aprisionava. Resolveu comentar com os colegas: “Vejam! Há grilhões em nossas mãos e pés!” Os outros, prontamente, responderam: “Ta louco? Faz silêncio se não vou perder a próxima sombra!”
Apesar de rechaçado pelos colegas, o médico inquieto e perspicaz conseguiu livrar-se dos grilhões e virar-se, percebendo que atrás de si havia uma fogueira. Seus olhos doeram bastante quando se virou, mas conseguiu com o tempo se acostumar com a luminosidade.
Percebeu então que os catedráticos projetavam as sombras que ele vira durante toda a vida. Foi rispidamente questionado porque havia se levantado e se livrado dos grilhões e mandaram-no voltar ao seu lugar, dizendo que ele estava louco de pensar que havia algo a mais que as sombras, mas, apesar disso, apesar da pressão daqueles que sempre respeitou, sabia que a medicina não podia se resumir àquilo e foi quando avistou ao longe uma luminosidade mais forte até que a fogueira que formava as sombras.
Conseguiu, então, fugir da caverna e chegar ao lado de fora. Percebeu que muito maior que as sombras na parede, maior que a fogueira dos catedráticos, era o Sol da verdadeira Medicina hipocrática, que só brilhava fora das paredes da caverna.
Doeu bastante até que seus olhos se acostumassem com a luminosidade dela; questionou-se porque tantos outros negavam-se a ver que as coisas iam além das sombras, além do diagnóstico e tratamento; vacilou a princípio por se achar um pouco só, mas sentiu em seu íntimo que aquele era seu caminho, ali sim ele poderia ser um verdadeiro Médico, não um mero prescritor de remédios e exames, alimentado por muito mais que sombras (slides?) na parede...

P.S.: qualquer semelhança com outra história é mera coincidência...Paulo Tarcísio NetoCoordenação Geral do CANECA - Centro Acadêmico de Medicina Nelson Chaves - UFRN

domingo, novembro 09, 2008

Tio CHE


Ai se sesse!

E a cegueira racista americana...


Até onde vai a miopia americana


OBAMA: democracia ou ideologia? ou é tudo uma coisa só?

Marthin Luther King se revira no túmulo, com serteza, diante do uso sensacionalista e ideológico que fazem de sua figura. Não creio que estaria vibrando em ver um candidato do partido da Kul Klus Klan chegar à casa da branca sendo comparado a ele, não importa a cor que ele tenha. è verdade que não podemos ignorar o revolver que está acontecendo na conservadora sociedade americana e a possibilidade isto expor à flor da pele suas contradições, mais daí acreditar que o fato de um negro, rico, chegar à presidência tornará a vida dos negros, pobres, menos dura é olhar tal superficialmente como alguém que julga as pessoas pela pele. É como acreditar que ter uma mulher na presidência acabará com o machismo. Mas tê-lo terá o importante papel de mostrar que precsa-se de muito mais para realmente promover mudanças.

terça-feira, setembro 02, 2008

Cotidiano

Todo dia ela faz
Tudo sempre igual
Me sacode
Às seis horas da manhã
Me sorri um sorriso pontual
E me beija com a boca
De hortelã...
Todo dia ela diz
Que é pr'eu me cuidar
E essas coisas que diz
Toda mulher
Diz que está me
Pro jantar
E me beija com a boca
De café...
Todo dia eu só penso
Em poder parar
Meio-dia eu só penso
Em dizer não
Depois penso na vida
Prá levar
E me calo com a boca
De feijão...
Seis da tarde
Como era de se esperar
Ela pega
E me espera no portão
Diz que está muito louca
Prá beijar
E me beija com a boca
De paixão...
Toda noite ela diz
Pr'eu não me afastar
Meia-noite ela jura eterno amor
E me aperta pr'eu quase sufocar
E me morde com a boca de pavor...
Todo dia ela faz
Tudo sempre igual
Me sacode
Às seis horas da manhã
Me sorri um sorriso pontual
E me beija com a boca
De hortelã...

sábado, agosto 30, 2008

Diferença entre voto branco e nulo

Retirado de um email que recebi que acho que vem bem a calhar nessas eleições...


Voto Nulo (voto válido) X Voto em Branco

O cidadão tem a opção de escolher um candidato como tem a opção de não escolher nenhum, se entender que nenhum candidato merece o seu voto. Aí entram os dois outros tipos de voto: o Em Branco e o Nulo.Em Branco não significa que o eleitor não escolheu nenhum candidato, mas sim que ele abdica de seu voto. Não é ato de contestação e sim desconformismo.Os votos em branco significam "tanto faz" e são acrescentados ao candidato de maior votação no último turno. Exemplo: Se existem dois candidatos "Bonzinho" e "Ruinzinho": "Bonzinho" termina com 52% dos votos; "Ruinzinho" recebe 35%; 10% são votos em branco e; 3% são nulos, Isso significa que 3% dos eleitores não querem nem "Bonzinho" nem "Ruinzinho" no poder, mas 10% dos eleitores estão satisfeitos tanto com "Bonzinho" como com "Ruinzinho", o que vencer está bom. Assim o "Bonzinho" tem uma aceitação de 62% (52%+10%) do eleitorado.Já o Voto Nulo é um protesto válido. Ele quer dizer que o eleitor não está satisfeito com a proposta de nenhum candidato e se recusa a votar em um ou outro, a existência dele permite que o eleitor manifeste a sua insatisfação. O voto nulo, ao contrário do que parece, é um voto válido. Ninguém fala dele, nem mesmo nas instruções para votação.Explicam como votar em um candidato ou como votar em branco, mas ninguém explica como anular um voto... Para anular um voto é preciso digitar um número inexistente no número do candidato.Se um eleitor votar em branco, o terminal avisa "Você está votando em branco" e então pode confirmar, ou corrigir.Mas se o eleitor coloca um número inexistente num terminal, ele acusa "Número incorreto, corrija seu voto". Assim, os votos nulos são desencorajados.Mas basta apenas CONFIRMAR o número inexistente, e seu voto será considerado NULO. Por que os votos nulos são desencorajados? Por que ninguém fala deles???Porque, se na eleição entre "Bonzinho e "Ruinzinho", "Bonzinho" terminasse as eleições com 39% dos votos e "Ruinzinho" com 31%;
10% de brancos e 18% nulos as eleições teriam que ser repetidas e nem "Bonzinho" e nem "Ruinzinho" poderiam participar das eleições naquele ano.Se nenhum dos candidatos conseguirem a maioria (mais de 50%) no último turno, as eleições têm que ser canceladas! Os candidatos são trocados e novas eleições têm que ocorrer.Ou seja, o voto nulo, do qual ninguém fala e que o terminal acusa como "incorreto", é o único voto que pode anular uma eleição inteira e remover docenário todos os candidatos daquela eleição de uma só vez.Então, contribuindo para a campanha por um voto consciente, se alguém estiver votando em "Bonzinho" ou em "Ruinzinho", mas preferia não votar emnenhum dos dois, pode optar pelo voto "incorreto", o voto nulo..Quem sabe um dia, "Bonzinho" e "Ruinzinho" saem do cenário e os eleitores podem votar em "Melhorzinho" . Obs: Faça uma escolha consciente, pense bastante, e veja quem merece o seu voto (Sei que isto está muito difícil). A final se você quer ver sua vontade respeitada tem que se fazer respeitar, fazendo a escolha consciente do seu candidato. Esta é a arma que temos, e que por muito tempo ficamos sem ela. Valorize o seu voto, fazendo a escolha que você tem direito. Lembre-se que o candidato que for eleito estará recebendo um cheque em branco dado por você. E acima de tudo NÃO SE OMITA, pois outras pessoas neste exato momento podem estar se organizando visando interesses, muitas vezes, opostos aos da coletividade, e do Bem-comum, e se dermos oportunidade, candidatos do tipo "Ruinzinho" para pior continuarão sendo eleitos às custas de nossas omissões.

domingo, agosto 24, 2008

domingo, agosto 17, 2008

Já faz tempo que escolhi

A luz que me abriu os olhos
para a dor dos deserdados
e os feridos de injustiça,
não me permite fechá-los
nunca mais, enquanto viva.
Mesmo que de asco ou fadiga
me disponha a não ver mais,
ainda que o medo costure
os meus olhos, já não posso
deixar de ver: a verdade
me tocou, com sua lâmina
de amor, o centro do ser.
Não se trata de escolher
entre cegueira e traição.
Mas entre ver e fazer
de conta que nada vi
ou dizer da dor que vejo
para ajudá-la a ter fim,
já faz tempo que escolhi.

quarta-feira, agosto 13, 2008

Aberta a caixa de pandora do flerte entre médicos e laboratórios

Band mostra o que todos na área médica já sabem mas que é desconhecido dos pacientes: a relação incestuosa entre prescritores e indústria farmacêutica.
No site da Band é possivel ver os vídeos de uma matéria que levou ao ar a relação perniciosa entre médicos e laboratórios farmacêuticos. Brindes, passagens, manipulação de pesquisas, fiscalização de receitas, tudo que boa parte dos médicos conhece ou tenta ignorar mas que raramente chega ao grande público. as estratégias utilizadas pela indústria são desveladas. A manipulação das evidências da chamada medicina baseada em evidências. A patologização da normalidade a fim de gerar lucros. Tudo isso pode ser visto nos vídeos:

http://bandnewstv.band.com.br/conteudo.asp?ID=92050&CNL=20

http://bandnewstv.band.com.br/conteudo.asp?ID=92461&CNL=20

A vergonhosa relação entre médicos e a indústria farmac~eutica é aceita por todos da área como algo normal e até necessário para a educação continuada. Só faltou perguntar o que quem paga esta conta acha disso. assim a indústria farmacêutica segue tendo um faturamento mundial que só perde para a indústria do petróleo ( ganhando da bélica), investindo em propaganda o mesmo valor que investe em pesquisa, negligenciando doença prevalenes e importantes como malária, calazar e tuberculose, pois pelas regras do livre mercado se isto não dá lucro 9 doenças de pobres) não vale a pena investir em pesquisae marketing. Melhor investir na propaganada de ritalina para os filhos hiperativos da classe média. Enquanto isso, a prole dos proletários que morra de tuberculose ou calazar.

terça-feira, julho 22, 2008

Ou te devoram...

quinta-feira, maio 29, 2008

Parabéns pra você...

Estudantes da saúde vestem o nariz de palhaço contra um ano de reforma da biblioteca e demais atrasos do CCS.

Ontem 28/05 os estudantes do CCS se uniram para protestar pelo fim da reforma da biblioteca com um protesto lúdico e pacifico, contando inclusive com a cobertura do Jornal de Hoje. Depois de muita Xuxa e Balão Mágico os alunos se dirigiram à direção de centro para reivindicar seus direitos dentro do centro, dentre os quais a conclusão da reforma da biblioteca setorial, que já dura um ano, um espaço de convivências e também o fim das reformas que estão ocorrendo no terceiro, quarto e quinto sub-solo do HUOL, os quais ficam sob a administração do centro. O diretor do centro disse que a culpa pelo atraso da reforma da biblioteca é da empresa empreiteira e que um acordo foi firmado para que a reforma não passe mais de 60(sessenta) dias, dos quais aproximadamente 15(quinze) já passaram, e disse que providenciará o espaço para estudos dentro da biblioteca o mais rápido possível. Além disso disse que providenciará mesas para um “centro de convivências” próximo ao RU, não podendo construir um espaço real de convivência devido a falta de espaço no centro.
Mais uma vez pudemos ver que quando estamos unidos conseguimos realizar o que muitos sempre dizem que é melhor deixar de lado, pois com isso só estaríamos arranjando dor de cabeça para nós mesmos. O que se provou que não é verdade!! Continuemos assim, e, caso ocorra uma próxima vez, com um maior numero de estudantes, para mostrarmos que os estudantes têm ciência de seu papel na construção de uma Universidade cada vez melhor.

domingo, maio 18, 2008

Indústria farmacêutica financia ONGs

Nove entidades brasileiras que assinam manifesto contra quebra de patentes de remédios recebem dinheiro de laboratórios
ONG americana diz que relação financeira pode levar entidades que ajudam os doentes a defender interesses da indústria

CLÁUDIA COLLUCCI / RICARDO WESTINDA
REPORTAGEM LOCAL FOLHA de SÃO PAULO








Pelo menos nove entidades brasileiras de defesa de doentes são financiadas por fabricantes de remédios, revela um estudo recém-concluído da ONG (organização não-governamental) americana Essential Action.Uma entidade que representa pacientes com linfoma e leucemia (tipos de câncer) com sede em São Paulo, por exemplo, recebeu R$ 1,5 milhão de oito multinacionais no ano passado -60% do orçamento total.O documento afirma que a relação financeira pode fazer com que "entidades aparentemente independentes" deixem de lado os interesses dos pacientes e adotem uma agenda "consoante com as prioridades da indústria".No Brasil, os dois lados admitem a transferência de dinheiro, mas negam que isso interfira na independência das entidades de pacientes.Para chegar à conclusão, a Essential Action, que se dedica a estudar a saúde pública, analisou um manifesto internacional a favor da manutenção do sistema de patentes de remédios. Das 110 entidades de doentes que assinam o documento, 61 têm ligação com a indústria farmacêutica ou com fabricantes de equipamentos médicos, segundo a ONG.Nesse manifesto, os pacientes seguem o discurso dos laboratórios, que são contrários à licença compulsória de patentes. Esse expediente, que acaba com o monopólio da fabricação, é adotado quando o governo de um país pobre entende que está pagando muito caro por certas drogas.O manifesto foi remetido à OMS (Organização Mundial da Saúde), que há dois anos estuda mudanças no sistema de proteção de patentes -incluindo a licença compulsória- e criou um grupo de trabalho intergovernamental para analisar formas de ampliar o acesso da população a medicamentos.O texto final deve ser votado nesta semana, durante a Assembléia Mundial da Saúde. Se aprovado, a OMS poderá dar assistência a países que queiram quebrar patentes.Países emergentes, como o Brasil, e fabricantes de genéricos pressionam para que o documento seja aprovado. Já multinacionais farmacêuticas tentam impedir o acordo.Das 61 entidades signatárias que mantêm relações com a indústria, nove são brasileiras. Elas defendem hemofílicos, diabéticos e pacientes com câncer e hepatite.Jim Donahue, um dos responsáveis pelo estudo da Essential Action, diz que o problema não está propriamente no financiamento farmacêutico, mas no fato de essa relação não ser tornada pública. "As entidades precisam revelar quem são seus financiadores, que interesses estão defendendo, deixar as coisas claras", defende.O presidente do Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde), Osmar Terra, lembra que o milionário mercado de medicamentos é movimentado em grande parte pelas compras dos governos."É natural que se forme um lobby. O problema é que a indústria usa algumas associações de doentes para pressionar [o governo a comprar remédios]. Não há ninguém melhor que o doente para ser a vítima", afirma Terra, que também é secretário de Saúde do Rio Grande do Sul.O estudo da Essential Action chegou à OMS, na Suíça, no início deste mês. Segundo a farmacêutica Gabriela Costa Chaves, do grupo de trabalho brasileiro sobre propriedade intelectual, a revelação causou "surpresa" na equipe."Agora estamos triplamente atentos. A questão do conflito de interesse é muito sensível quando a gente lida com medicamentos. O debate é polarizado. Você tem que definir de que lado está. Se recebe recursos da indústria, essa discussão está contaminada", afirma.Para o pesquisador Mario Scheffer, as ONGs têm autonomia para fazer as parcerias que desejarem, mas devem permanecer isentas. "É muito complicado que uma ONG que orienta os pacientes a ingressar com ação judicial para reivindicar um medicamento novo ou que atua junto ao governo para a introdução do remédio no SUS seja financiada pela indústria que fabrica esse remédio."

sexta-feira, maio 16, 2008

Reeditando antigas sensações...

Sonho - Pablo Picasso

O Meu Amor
Chico Buarque

O meu amor tem um jeito manso que é só seu
E que me deixa louca quando me beija a boca
A minha pele toda fica arrepiada
E me beija com calma e fundo
Até minh'alma se sentir beijada

O meu amor tem um jeito manso que é só seu
Que rouba os meus sentidos, viola os meus ouvidos
Com tantos segredos lindos e indecentes
Depois brinca comigo, ri do meu umbigo
E me crava os dentes

Eu sou sua menina, viu? E ele é o meu rapaz
Meu corpo é testemunha do bem que ele me faz

O meu amor tem um jeito manso que é só seu
De me deixar maluca quando me roça a nuca
E quase me machuca com a barba mal feita
E de pousar as coxas entre as minhas coxas
Quando ele se deita

O meu amor tem um jeito manso que é só seu
De me fazer rodeios, de me beijar os seios
Me beijar o ventre e me deixar em brasa
Desfruta do meu corpo como se o meu corpo
Fosse a sua casa

Eu sou sua menina, viu? E ele é o meu rapaz
Meu corpo é testemunha do bem que ele me faz

Concorde, discorde, acorde!

Para isso há comentários. Afinal, de que servem as idéias, se não são questionadas, referendadas, rejeitadas, aceitas, enfim, trocadas!

quinta-feira, maio 15, 2008

Essa eu não resisti...

Não resisti à lista de "separados ao nascimento". Esses foram os melhores:

Serra e Homer


Beavis e Jefferson Peres


quarta-feira, maio 14, 2008

Era uma vez na Bahia..




Parece que ACM se foi mas deixou os filhotes... Depois do coordenador do curso de medicina da UFBA ter dito que o mau resultado da Universidade ná pretensa avaliação nominada ENADE deveu-se a um baixo QI dos baianos e às cotas, o magnífico reitor desta instituição anda chamando os estudantes de traidores. Engraçado é que ele memso traiu a comunnidade acadêmica da UFBA ao implantar o REUNI, ou melhor, Universidade Nova ( o primeiro nome da coisa) de forma truculenta e anti-democrática.


Segue a resposta dos estudantes:


NOTA PÚBLICA DO DIRETÓRIO ACADÊMICO DE MEDICINA EM RESPOSTA ÀS DECLARAÇÕES DO MAG. GENERAL NAOMAR DE ALMEIDA FILHO
Em recentes entrevistas, o reitor da Universidade Federal da Bahia (UFBA) Naomar de Almeida Filho acusou os estudantes de medicina da UFBA de "traidores e desleais" pelo boicote ao Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (ENADE). Obviamente, tal acusação por parte da autoridade máxima da universidade, que criticou veementemente a postura do ex-coordenador do nosso Colegiado de graduação em atribuir a "culpa" pelo baixo desempenho aos alunos, ecoa, no mínimo, contraditória, para não dizer conveniente.
É perfeitamente possível compreender o que se encontra por trás de tal atitude por parte do reitor: a preocupação com a imagem da universidade em seu reitorado. Tal imagem é o que mais importa no atual momento de promoção tanto de si quanto de suas idéias acerca de uma velha Universidade Nova, não importando se, para tanto, encubram-se os fatos: o Hospital Universitário Professor Edgard Santos (HUPES) não tem 609 leitos, como afirma o reitor. Quem quiser tirar a prova, basta ir lá e contar. Aproveitem e questionem ao magnífico e os responsáveis pelo hospital por que uma enfermaria inteira de Clínica Médica e outra inteira de Pediatria encontram-se fechadas há mais de 5 anos, prejudicando não só os estudantes da UFBA e os médicos residentes do HUPES como também a população de toda a Bahia, uma vez que o nosso hospital é referência no estado.
Nós, os estudantes de medicina da Universidade Federal da Bahia estamos sofrendo agressões sucessivas por parte daqueles que deveriam ser os responsáveis por nos oferecer as condições necessárias para o nosso melhor aprendizado. Primeiro, fomos tachados de "burros" pelo nosso coordenador de curso e agora de traidores pelo reitor da universidade. Ambas as atitudes correm no sentido de desresponsabilizaçã o da instituição e ataque ao segmento estudantil que, historicamente, vem lutando pelas melhorias almejadas em nossa estrutura de ensino.
De maneira contrária ao reitor, assumimos nossa responsabilidade pelo baixo desempenho no ENADE. Boicotamos a prova, sim, mas não porque somos "traidores e desleais à instituição pública que nos acolheu". Boicotamos porque temos a compreensão de que um bom desempenho acabaria por encobrir todos os problemas que enfrentamos diariamente, a despeito dos bons desempenhos que obtemos nos diversos concursos em todo o país. Boicotamos porque não concordamos com uma avaliação pontual e "ranqueadora" . E, por último, boicotamos porque achamos que as universidades públicas com maiores dificuldades não devem ser punidas e, sim, privilegiadas com recursos para que consigam sanar suas dificuldades.

Traidor é o Magnífico General Naomar e toda as autoridades da UFBA coniventes com:

1- A não cobrança da dívida da Fundação Baiana de Cardiologia (FBC) de 40 milhões de reais, entre equipamentos por ela roubados da unidade de cirurgia cardiovascular do HUPES;

2- A impunidade dos funcionários da UFBA, vinculados à administração central, comparsas na operação jaleco branco que desviou 20 milhões da UFBA;

3- A situação irregular e corrupta das fundações de direito privado que atuam na UFBA, já constatada pelo CONSUNI e não apuradas até então.
Assim, reafirmamos nosso compromisso com a luta por uma universidade pública e de qualidade e enfatizamos que não toleraremos mais ataques vis ao corpo de estudantes da FAMEB.
Salvador, 12 de maio de 2008
Diretório Acadêmico de Medicina - DAMED-UFBA
Gestão Áporo

segunda-feira, maio 12, 2008




Poema
Cazuza


Eu hoje tive um pesadelo
E levantei atento, a tempo
Eu acordei com medo
E procurei no escuro
Alguém com o seu carinho
E lembrei de um tempo
Porque o passado me traz uma lembrança
De um tempo que eu era ainda criança
E o medo era motivo de choro
Desculpa pra um abraço, um consolo
Hoje eu acordei com medo
Mas não chorei nem reclamei abrigo
Do escuro, eu via o infinito
Sem presente, passado ou futuro
Senti um abraço forte, já não era medo
Era uma coisa sua que ficou em mim
E que não tem fim
De repente, a gente vê que perdeu
Ou está perdendo alguma coisa
Morna e ingênua que vai ficando no caminho
Que é escuro e frio, mas também bonito porque é iluminado
Pela beleza do que aconteceu há minutos ou anos atrás

domingo, maio 11, 2008


Filosofia
Noel Rosa



O mundo me condena, e ninguém tem pena
Falando sempre mal do meu nome
Deixando de saber se eu vou morrer de sede
Ou se vou morrer de fome
Mas a filosofia hoje me auxilia
A viver indiferente assim
Nesta prontidão sem fim
Vou fingindo que sou rico
Pra ninguém zombar de mim
Não me incomodo que você me diga
Que a sociedade é minha inimiga
Pois cantando neste mundo
Vivo escravo do meu samba, muito embora vagabundo
Quanto a você da aristocracia
Que tem dinheiro, mas não compra alegria
Há de viver eternamente sendo escrava dessa gente
Que cultiva hipocrisia

quarta-feira, abril 16, 2008

Dossiê do cartão de FHC: a culpa é de quem descobriu o mal-feito?


É incrível como é fácil criar pseudo-escândalos, especialmente para um grande veículo de comunicação. Nas últimas smenas tem-se visto todo um alarde em cima de um dossiê, banco de dados, enfim, de que importa, cujo conteúdo, isso sim importa, versava sobre gastos pessoais do ex-presidente FHC com um cartão corporativo (aí já são outros escândalos). O engraçado é o pretenso escândalo centrar-se na tentativa achar o "culpado" por ter feito o dossiê, e não o que fez o gasto indevido do dinheiro público! Pouco importa quem o fez, tivesse feito antes e teria feito já um grande favor ao país. Mas como as notícias são criadas e manipuladas de acordo comos interesses das empresas de comunicação e não do Brasil, não será televisionado o dia em que FHC devolver o dinheiro gasto com dona Ruth, se o fizer.

Medicina baseada em evidências: Que evidências?


Estudo sobre Vioxx teve autor-fantasma
Periódico "Jama" revela que multinacional Merck redigiu trabalhos sobre a droga e contratou médicos para assiná-los
Prática, conhecida como "ghostwriting" , é comum na indústria, afirma autor de estudo; empresa e médicos contestam publicação


STEPHANIE SAULDO "NEW YORK TIMES"


A multinacional farmacêutica Merck redigiu por conta própria dúzias de estudos sobre uma de suas drogas mais vendidas e depois recrutou médicos de prestígio para colocar os seus nomes nos relatórios antes da publicação -prática conhecida como "ghostwriting" . A revelação foi feita hoje por um artigo na revista "Jama", da Associação Médica Americana.O trabalho, baseado em documentos obtidos a partir de processos sobre o antiinflamató rio Vioxx, oferece uma visão rara e detalhada sobre a prática do "ghostwriting" (autoria-fantasma, em inglês) em estudos médicos publicados em periódicos acadêmicos.O artigo cita um rascunho de um estudo sobre o Vioxx que ainda estava à procura de um pesquisador de renome, identificando o autor principal apenas como "Autor externo?"O Vioxx era uma droga campeã de vendas antes de a Merck retirá-lo do mercado em 2004, após evidências de que ele causou ataques cardíacos. No ano passado, a empresa fez um acordo para pagar US$ 4,85 bilhões a pacientes do Vioxx ou suas famílias que moveram ações contra a multinacional.O autor principal do artigo no "Jama", Joseph Ross, da Escola de Medicina Mount Sinai, em Nova York, disse que olhar de perto os documentos da Merck levanta questões amplas sobre a validade de boa parte das pesquisas publicadas pela indústria porque o "ghostwriting" parece ser disseminado."Isso quase põe em questão toda a pesquisa legítima que é feita pela indústria farmacêutica" , disse Ross, cujo artigo sai na edição de hoje do "Jama" (http://www.jama.com/).A Merck reconheceu que às vezes contrata jornalistas para rascunhar relatórios de pesquisa antes de enviá-los aos médicos cujos nomes acabam aparecendo na publicação. Mas a empresa contestou a conclusão do artigo de que os autores não fazem pesquisa ou análise.E pelo menos um dos médicos cuja pesquisa publicada foi questionada pelo artigo, Stephen Ferris, professor de psiquiatria da Universidade de Nova York, disse que a noção de que o artigo que leva seu nome teve um autor-fantasma é "simplesmente falsa". Ele disse que é "notável" que Ross e seus colegas não tenham feito apuração nenhuma além de vasculhar os documentos da Merck e ler os artigos publicados na literatura médica.Em um editorial hoje, o "Jama" disse que a análise mostrou que a Merck aparentemente manipulara dezenas de publicações para promover o Vioxx. "Está claro que pelo menos alguns dos autores tiveram pouca participação direta", diz o editorial. "E, ainda assim, se deixaram chamar de autores".O editorial convoca os editores de revistas médicas a pedir que cada autor relate sua contribuição específica para os artigos científicos.Embora a influência da indústria sobre artigos científicos já tenha sido questionada antes, os documentos da Merck fornecem a visão mais abrangente até agora da magnitude da prática, segundo outro autor do artigo, David Egilman, da Universidade Brown.Nos processos do caso Vioxx, milhões de documentos da Merck foram fornecidos aos querelantes. Ross e Egilman tiveram acesso a eles porque deram consultoria aos advogados dos querelantes.Ross disse que as preocupações vão muito além da autoria, levantando questões sobre a validade dos testes clínicos nos quais se baseia a pesquisa. "Quem desenhou o teste? Quem fez a análise? Quem interpretou a análise?"Vasculhando os documentos da Merck, Ross e seus colegas desenterraram e-mails e documentos relativos a 96 publicações. Em alguns casos, o departamento de marketing da Merck estava envolvido no planejamento dos manuscritos.

quarta-feira, março 26, 2008

Professores: cadê?



O problema da falta de professores para as mais diferentes disciplinas já é uma questão antiga, a ponto de virar motivo de piadas. Contudo, risos a parte, o que é mais preocupante é o comodismo que isso gera dentro da comunidade acadêmica, em virtude da naturalização de uma distorção crônica. Com o tempo, acaba-se achando normal uma consulta psiquiátrica ambulatorial com vinte estudantes assistindo, ou a atitude de se levar pacientes para a sala de aula para que metade de uma turma veja, como num zoológico, as mazelas de um cidadão.
Exatamente: cidadão! Por mais que essas iniciativas sejam formas de se tentar contornar uma carência de aulas práticas, elas esbarram em questões éticas gravíssimas. Aquelas pessoas a quem nos acostumamos a chamar de pacientes, como seres que passivamente agüentam todo tipo de desaforo, são cidadãos, tanto quanto os pais de qualquer um (imaginem isso), e têm o direito de ter sua dignidade preservada, assim como nós temos o dever de combater esse tipo de prática. Essa é a razão desse texto e deve estar sempre em mente quando se discute os problemas pedagógicos do curso.
Mas, e as aulas?
O início desse semestre foi marcado por uma verdadeira enxurrada de problemas com número reduzido de professores e excesso de estudantes nas práticas. Só para citar alguns exemplos:
O Departamento de Patologia não está ministrando as aulas inseridas ao longo das diversas clínicas;
A disciplina de Doenças Endócrinas e a de Doenças Reumatológicas oferecem aula prática para apenas metade dos estudantes em cada semana;
Ortopedia há muito tempo não tem aulas práticas;
As disciplinas de Atenção à Saúde e a de Administração Sanitária não tem professores para ministrá-las em virtude da aposentadoria ou do afastamento de alguns;
Psiquiatria há muito tempo divide a turma em dois grupos de mais de vinte acadêmicos para as práticas;
Além disso, os grupos com 10, 11, 12 ou mais estudantes nas consultas de proctologia, de dermatologia e tantas outras gias...
O número limitado de professores sempre é o argumento levantado, quase como uma unanimidade, quando se tenta justificar medidas como as citadas no início, e em alguns casos realmente ele é plausível. Porém, será que realmente se limita à contratação de novos docentes a solução de tudo?
Já é fato sabido por muitos, e abafado por todos, o absenteísmo docente no nosso curso. Professores que recebem seu salário para executarem uma carga horária de 20 ou 40 horas, mas que só aparecem uma ou duas vezes num semestre em sala de aula (quando muito). Um professor desse tipo ainda teve o descaramento de solicitar aumento salarial numa reunião ordinária do Conselho do Centro de Ciências da Saúde (CONSEC) há um ano. É rir para não chorar... E o pior é que, se o processo chegou até essa instância, é porque ele foi aprovado pelo departamento em questão...
Isso é roubo de dinheiro público, e é culpado tanto quem rouba quanto quem acoberta. Omitir-se também é crime. Corrupção tanto quanto os famigerados cartões corporativos, as cuecas, etc. Desrespeito para com os estudantes, os professores que realmente cumprem seu papel (e nós sabemos quem são eles) e, principalmente, os usuários. E muitos desses meliantes é que vão abrir a boca para, hipocritamente, nos ensinar ética...
Mas também existe uma outra face desse problema. Trata-se do modelo de educação médica centrado na especialidade. Apesar dos avanços em nosso Projeto Político Pedagógico na tentativa de formação de um médico generalista, capaz de atender um ser humano de forma holística, muitos professores nos ensinam ainda como há trinta anos, são especialistas incapazes de dialogar com as demais especialidades. Trata-se de um carro novo numa pista velha e esburacada. Por isso é que se precisa de 10, 11, 12 preceptores por cada especialidade.
Só para se ter uma idéia do viés do argumento usado, o curso de medicina, o qual detém o maior número de docentes na UFRN, no ano passado tinha, segundo a lista disponibilizada pela coordenação de curso e enviada em outubro para os e-mails das turmas pelo CANECA, 181 professores espalhados por DMC, DMI, DPED, DGO, DSC, CIR, PAT e INF. Em 2007.2, havia 563 acadêmicos de medicina matriculados. Isso resulta numa relação média discente-docente de 3,11. A situação atual é um verdadeiro absurdo!
Por isso é que não se pode tolerar as atitudes citadas para “contornar a carência de preceptores”. O buraco é muito mais embaixo. É necessário confrontar essa erva daninha de forma a cortá-la pela raiz, para que nossa educação aconteça concretamente, não só do ponto de vista técnico, mas principalmente do humanístico e do ético. Isso se aprende no cotidiano, na prática de todos os dias, em cada momento, e não da boca para fora ou numa mera disciplina.
Por isso, se você se indigna com toda essa falta de escrúpulos e de caráter, denuncie!
Henrique Gonçalves

segunda-feira, março 24, 2008

Café do Vento - ventos musicias diferentes em Natal


Provenientes de distintas escolas musicais, os compositores Roderick Fonseca (violino) e Mazinho Vianna (violão) criam a tessitura das peças da banda aliadas aos arranjos percussivos de Sami Tarik e Kleber Moreira. O inusitado sempre foi uma característica do grupo, ações cênicas misturam-se à execução instrumental da banda.O resultado é um som em que a percussão criativa se alia ao violino e às flautas numa mistura inovadora que mescla até Bolero de Ravel com Raul Seixas, Ciranda com música instrumental. Mostra que existe sim vida no meio cultural de Natal. E mesmo que muitos não a conheçam se faz conhecida mundo afora, indo representar nossa terra em um festival musical na Saxônia ( Alemanha) em Julho. Vale a pena prestigiar enquanto não se vão.


Mais informações: http://www.cafedovento.mus.br/

sábado, março 22, 2008

REUNI e Bacharelado em Ciência e Tecnologia: Que bicho é esse?








Como parte dos desdobramentos do Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais - REUNI, teremos na UFRN o Bacharelado em Ciência e Tecnologia. Mas o que vem a ser isso?
Segundo informações da própria reitoria, será uma nova forma de acesso aos cursos de engenharias e outros da tecnológica como bacharelados (matemática, física...). Na verdade, pode ser uma forma de acesso. Será um curso de três anos, com turmas em média de 180 estudantes que ao longo do cursam optam e são selecionados ( através de prova e IRA) para seguir na aréa de formação de ciência ou tecnologia. E ao final destes 6 semestres saem com um diploma de...bacharel em ciência e tecnologia! É um engenheiro? Não! Matemático? Não! É um bacharel em ciência e tecnologia. E para que serve esse diploma? Para ingressar num mestrado, fazer concurso público de nível superior, ter prisão em regime especial...Ah, também pode servir para ingressar em outros cursos, que aí sim a gente sabe pra que serve, tipo, engenharia, matemática, física....
Também está prevista uma maior interaçãoda pós-graduação com a graduação. Como? Os estudantes de mestrado e doutorado vão dar aula também. Para quê contratar professores se temos estudantes para dara aula para os outros estudantes? E também haverá super-monitores com bolsas diferenciadas para ajudar nessas turmas hipertrofiadas.
E quando começa tudo isso? Segundo a reitoria, a primeira entrada já será em 2009.2. E ficou claro na reunião em que tudo isto foi passado ao CANECA que isto é uma experiência inicial. Parece que a UFRN tem ambições de seguir exemplos de outras universidades em que isto já acontece em outras as áreas, como é o caso da federal do ABC (SP) e a UFBA ( BA). E depois a gente continua achando que o que acontece na Universidade não tem a ver com a gente...




quarta-feira, março 19, 2008

Saúde no Rio Grande do Norte: prognóstico reservado.


Estive recentemente visitando a rede básica de saúde de Recife e, como potiguar, senti o orgulho um tanto ferido. Invejei um bocado o direito dos pernambucanos serem bairristas como se costuma dizer. Encontrei na rede básica de saúde medicamentos como antibióticos e antivirais ( tipo o aciclovir ) que não encontro no hospital de referância de infectologia do nosso estado. Lá também vi o quanto a rede básica de saúde pode ser resolutiva, desde que sejam dadas as mínimas condições e os profissionais sejam preparados e queiram fazer a sua parte. Lá vi o posto de saúde não ser um mero balcão de encaminhamentos.
Já aqui...Parece haver um pacto de mediocridade que congrega dos governantes ao agente de saúde, passando claro pelos médicos. Claro, não devemos generalizar, pois tem muita gente boa dando o melhor de si pra fazer com que a população tenha uma assistência à saúde digna. Mas também tem muita gente que parte da idéia de que quanto pior, melhor. E lucra com isso. Lucra por que isso demanda mais verba, e então rouba mais, lucra por que isso demanda soluções emergenciais com profissionais sendo pagos de maneira diferenciada, lucra por que isso gera votos, lucra por que em meio ao caos qualquer um que der (ou vender barato) aquilo que o povo deveria ter de graça é um herói. Soube recentemente que na rede municipal de saúde de 100 equipes de PSF, 52 estão sem médicos. Não acho que o médico seja único na assistência à saúde, mas acho que a população tem que ter o direito de ter uma consulta com um médico ( ou nutricionista, psicólogo, fisioterapeuta...) se precisar.
A visita a Recife só confirmou a minha impressão de que o SUS tem solução sim. E não é o tipo de solução que vem sendo proposta por exemplo pelo sindicato dos médicos de jogar paras as empresas a responsabilidade com a saúde de seus funcionários ( e quem não tem carteira assinada?). Também não concordo com quem diz que o problema é só o governo. Muito fácil se eximir da culpa. O problema é de todos. inclusive nosso. O que o nosso curso está contribuindo para formar médicos melhores para o SUS? O que nós estamos fazendo para que ele cumpra essa função? Estou cansada de ver, por exemplo, médicos formados em escolas privadas mais preparados para a atenção básica ( que deveria resolver 85% da demanda da saúde) do que aqueles vindos de escolas públicas, que só pensam (muitos, não todos) em fazer a especialidade onde tenha mais procedimentos e próteses e medicamentos com que possam ganhar em cima do paciente ou do sistema ( público ou privado) consolidando uma indústria da doença. Quanto mais doente melhor, ganha-se mais. Não nos vejo preparados para promover saúde, trazer saúde, mas sim para lucrar com a doença.
Minha angústia maior, um tanto mesquinha e egoista é verdade, é que tenho visto tudo caminhar para dentro de um curto prazo o nosso curso não ser mais o melhor do estado. Não que não tenha bons professores, não que não tenha bons estudantes, não que não seja possível fazer as mudanças necessárias para se ter um curso excelente em uma universidade pública. Mas parece que um vírus de paralisia contaminou a professores, estudantes, e nada mais importa do que "bater o ponto" ( e isso importa?) na sala de aula. Dessa forma, é difícil querer que quando estivermos lá no SUS não se assuma a postura cômoda e medíocre de jogar a culpa no governo, no gestor, no SUS...

terça-feira, março 18, 2008

quinta-feira, janeiro 24, 2008


Há tempos...

Nem tinha me dado conta que há tanto não escrevia. estava tão sem tempo até para perceber que não tinha tempo. Acaba que o ritmo que a sociedade demanda de nós, futuros médicos, mas claro que não só nós, parece tornar natural o anti-natural. Não durmir direito, não comer direito, não pensar direito...não temos tempo para isso, e tempo é dinheiro.